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	<title>Filipe Alves Pinto</title>
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		<title>Uma viagem Espontânea ao mundo das artes*</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Dec 2008 14:13:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Alves Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Cruzam-se olhares e vivências. Misturam-se idiomas, cores e cheiros. Um espaço de e para a arte, de estímulo dos sentidos e das emoções. É assim a Espontânea, que desde o Verão de 2006 oferece a Vila Real uma alternativa cultural aos lugares comuns do quotidiano. Na Espontânea nada é deixado ao acaso. Desde a meia-luz, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antoniofilipe.wordpress.com&amp;blog=4916450&amp;post=66&amp;subd=antoniofilipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<h3>Cruzam-se olhares e vivências. Misturam-se idiomas, cores e cheiros. Um espaço de e para a arte, de estímulo dos sentidos e das emoções. É assim a Espontânea, que desde o Verão de 2006 oferece a Vila Real uma alternativa cultural aos lugares comuns do quotidiano.</h3>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-197" title="espontanea5" src="http://espinhonacarne.files.wordpress.com/2008/12/espontanea5.jpg" alt="espontanea5" width="472" height="314" /></p>
<p>Na Espontânea nada é deixado ao acaso. Desde a meia-luz, que nos chega de candeeiros que são também pequenas peças de arte e de velas cuidadosamente espalhadas pela casa, à música, tudo é pensado com o fim de proporcionar um ambiente acolhedor, diferente, quase familiar. Divagando pelos espaços, quase tudo é possível ver e fazer. Quem procura um atmosfera mais animada, tem à disposição um bar, onde o objectivo não é o lucro, mas sim a elevação da alma dos associados, ou uma mesa de matraquilhos, num espaço de acesso ao bar, que permite saudáveis competições entre amigos e desconhecidos. Para aqueles que preferem uma ambiência mais serena, existe a &#8220;sala dos meninos&#8221; onde o som de uma música suave convida à conversa sem necessidade de elevar a voz, ao desafio de jogos de tabuleiro ou mesmo ler, enquanto se saboreia um bom vinho ou chá. O ambiente único proporcionado pela aura singular e quase mística do Palacete de São Pedro, casa carregada de história e histórias, habitada em tempos pela &#8220;Ferreirinha&#8221;, quebra barreiras e leva a que, quase forçosa e inconscientemente, se crie uma cumplicidade indelével entre aqueles que frequentam a colectividade.</p>
<p><span id="more-66"></span></p>
<p style="text-align:center;">
<div style="text-align:auto;"></div>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-193" title="espontanea1" src="http://espinhonacarne.files.wordpress.com/2008/12/espontanea1.jpg" alt="espontanea1" width="472" height="314" /></p>
<p>A associação cultural e recreativa, sedeada no primeiro e segundo andar do Palacete de São Pedro, junto aos bombeiros da Cruz Verde, em Vila Real, surgiu quando um conjunto de amigos, alguns deles músicos que não tinham onde ensaiar, decidiram procurar um espaço que pudessem partilhar. Pedro Pires Cabral, sócio número um, encontrou o lugar ideal, que, pela sua dimensão, conduziu à ideia de fazer uma associação. Aberta à expressão artística de todos, possui salas destinadas a exposições e à realização de eventos como concertos, peças de teatro e workshops. Aos sócios que assim o desejem, estão dedicados espaços para que possam treinar a sua arte. &#8220;É uma associação que tenta criar alguma oferta cultural na margem direita do Corgo&#8221;, foi nestas palavras que Fernando Gouveia, sócio desde Setembro de 2006 e actual membro da mesa da assembleia-geral, definiu a colectividade. Por imperativos legais, a entrada na associação só é permitida aos sócios. O estatuto é, no entanto, oferecido a todos os que o desejem, sendo exigido somente o pagamento da quota, quase simbólica, de um euro por mês. O espaço é frequentado por uma massa heterogénea de pessoas com um único objectivo em comum, a descontracção oferecida pelo seu ambiente singular. A maioria dos sócios é formada por pessoas ligadas ao mundo académico e das artes, situação &#8220;inevitável numa cidade como Vila Real&#8221;. Os estudantes &#8220;Erasmus&#8221; são sócios por vezes maioritários, preenchendo e colorindo com a variedade de línguas e vivências a paleta humana que compõe a Espontânea.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-194" title="espontanea3" src="http://espinhonacarne.files.wordpress.com/2008/12/espontanea3.jpg" alt="espontanea3" width="472" height="314" /></p>
<p> Sendo muito mais do que um bar, procura ter &#8220;sempre algo mais para além do convívio&#8221;. Exemplo de como o objectivo tem sido concretizado, é a festa de alunos &#8220;Erasmus&#8221;, realizada no final de Novembro do ano passado. A iniciativa procurou ter disponíveis bebidas dos diferentes países de onde estes estudantes são originários e foi-lhes também foi possível apresentar, com recurso a projecções multimédia, as tradições e as histórias dos respectivos países. &#8220;Estava um ambiente muito interessante, no bar estava o pessoal todo louco, e chegávamos aqui [à sala dos meninos] com pessoas muito calmas, com o seu copo de vinho, a ver projecções sobre a Hungria ou Turquia, entre outros&#8221;, recordou Fernando Gouveia. Na associação há lugar para todos, chegando a gerar-se quase um ambiente &#8220;um pouco esquizofrénico&#8221;, com pessoas em ambientes completamente distintos. Desde a sua fundação, só é permitido fumar à luz das velas e do luar, nos espaços exteriores cuidadosamente pensados em função do conforto e bem-estar dos seus membros.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-195" title="espontanea4" src="http://espinhonacarne.files.wordpress.com/2008/12/espontanea4.jpg" alt="espontanea4" width="472" height="314" /></p>
<p>Existindo como associação desde Março de 2006, foi objecto de obras para estar preparada como espaço de convívio, tendo aberto aos sócios em Junho do mesmo ano. Todo o mobiliário, livros e jogos foi oferecido ou emprestado pelos sócios naquilo que pode ser considerada &#8220;uma criação colectiva&#8221;. Como oferta cultural, procura ter concertos regulares, assim como sessões de cinema &#8220;alternativo&#8221; e documental. Exposições são frequentes. Até ao passado dia 9 de Fevereiro esteve patente uma exposição da artista plástica Raquel Costa, intitulada Rouge est la Coleur du Sang. No passado dia 15, foi inaugurada uma exposição de fotografia e poesia intitulada &#8220;A Imagem Soou a Palavra&#8221; de éCARDOSO &amp; Momé.</p>
<p>Para Março, estão previstos dois concertos e um festival de artes performativas, que vai contar com a participação de pequenas companhias de teatro. No final de Janeiro, uma projecção de filmes mudos, acompanhada por uma banda sonora interpretada ao vivo, recuperou a aura do cinema do início do século XX. A cultura é um imperativo quase moral para a Espontânea. A participação nas actividades desenvolvidas ou é inteiramente grátis, ou a receita das mesmas reverte na sua totalidade a favor dos artistas. Inicialmente, o espaço abria aos sócios quatro dias por semana, de quinta-feira a domingo. Passou entretanto a abrir somente às sextas-feiras, sábados e vésperas de feriado, uma vez que todo o trabalho é realizado por sócios voluntários que, durante o dia, se dedicam às suas actividades profissionais. A eventual passagem de associação a bar não é alvo de ponderação, uma vez que &#8220;muita da piada disto é ser feito por nós na base da carolice&#8221;, confessou Fernando Gouveia enquanto saboreava um chá acabado de fazer. &#8220;Os sócios sabem que, quem está atrás do bar, não está a receber nada para o servir, e isto gera uma familiaridade e um ambiente descontraído diferente&#8221;. As motivações desta dedicação variam, mas a principal é o perpetuar da colectividade. &#8220;Se ninguém vier cá abrir a porta, se não houver pessoas para pôr música, para garantir que se reabastece o bar, que se contactam músicos, que se tenta trazer teatro, que se garanta que as contas são pagas, isto fecha&#8221;.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-196" title="espontanea6" src="http://espinhonacarne.files.wordpress.com/2008/12/espontanea6.jpg" alt="espontanea6" width="472" height="314" /></p>
<p>Um olhar diferente</p>
<p>Agnieszka Loranty &#8220;Aga&#8221; veio da Polónia e está a estudar em Vila Real desde o início do ano lectivo. Encontrou na Espontânea o lugar ideal para os dias &#8220;em que a vontade de sair de casa é pouca e apetece um lugar sem música alta, onde se pode sentar e beber algo, calmamente, com os amigos&#8221;. No olhar da jovem &#8220;Erasmus&#8221;, é um lugar onde se pode relaxar e conversar, e, no &#8220;quarto do silêncio&#8221;, até mesmo ler. &#8220;Este não é um lugar comercial, como os outros. Aqui podemo-nos sentir em casa, pois quando entramos aqui, sentimos que estamos a entrar em casa de alguém&#8221;.</p>
<p>A Espontânea continuará de portas abertas a todos quantos queiram fazer parte da crescente família das artes e da cultura, num espaço de partilha e de criação mútuas, todos os fins-de-semana, em Vila Real.</p>
<p>* Publicado em Fevereiro de 2008 no Mensageiro Notícias</p></div>
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		<title>Jornalismo, Verdade e Política II</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Nov 2008 04:27:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Alves Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[  Em jornalismo cruzam-se interesses, verdades e visões díspares de uma mesma realidade, todas elas “verdadeiras”, quanto é possível a uma aproximação da Verdade sê-lo. No tratamento informativo do discurso político jogam diversos factores, desde o conhecimento por parte do jornalista em relação à realidade retratada, à distorção ideológica dos factos. A quantidade e o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antoniofilipe.wordpress.com&amp;blog=4916450&amp;post=62&amp;subd=antoniofilipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p class="MsoNormal">Em jornalismo cruzam-se interesses, verdades e visões díspares de uma mesma realidade, todas elas “verdadeiras”, quanto é possível a uma aproximação da Verdade sê-lo. No tratamento informativo do discurso político jogam diversos factores, desde o conhecimento por parte do jornalista em relação à realidade retratada, à distorção ideológica dos factos. A quantidade e o à vontade da (des)informação que circula, nomeadamente através da Internet possibilita, por um lado, um acesso mais completo a esta, no entanto sem a qualidade muitas vezes desejável. Qual o papel do jornalista no discurso político? Onde fica a Verdade no meio disto tudo? Este é um tema mais do que debatido, no entanto, longe de ser encerrado.<span id="more-62"></span></p>
<p class="MsoNormal">A dicotomia media – discurso político, é composta por duas forças que interagem, mantendo interesses distintos. Por um lado, o actor político procura afirmar a sua “verdade”, seleccionada criteriosamente em função de um objectivo político. Por outro lado o jornalista, que procura esclarecer o discurso político em função dos factos, está muitas vezes sujeito a pressões. Sejam os deadlines, que por vezes não permitem uma análise cuidada dos factos, sejam as influências internas e externas do meio em que se insere (cujos directores estão, particularmente nos meios regionais, envolvidos em grupos políticos ou de pressão), são diversos os factores que condicionam o trabalho jornalístico. Um trabalho isento e de qualidade será tanto melhor quanto maior a independência do jornalista e da empresa de comunicação face a agentes externos. Torna-se difícil, sobretudo nos meios locais, manter a distância necessária face ao poder e aos actores públicos, quando nos cruzamos diariamente com eles. O perigo das emoções e dos receios do jornalista influenciarem negativamente o seu trabalho é tanto maior quanto menor a dimensão do seu meio, o que não significa que este não exista nas grandes redacções, perigo agravado pela precariedade laboral em que vivem cada vez mais profissionais.</p>
<p class="MsoNormal">Outro factor sensível no respeitante à qualidade e à “verdade” da informação é a isenção do jornalista e a transparência dos seus códigos (tendências políticas, opinião e experiências). Não é difícil nos média tratar opinião como sendo informação e a questão complica-se quando questionamos a isenção. Se existe, será desejável? O jornalista não é um mero veículo de informação, é codificador desta. Quem o lê ou ouve, não estará mais bem informado quanto mais transparentes forem os seus códigos? Será possível ser absolutamente isento? Absoluta isenção não implicará ser o jornalista um mero canal de transmissão de factos e ideias alheias? Onde fica a contextualização destes para a sua boa interpretação? Mas contextualização implica sempre o uso da óptica do jornalista, o filtro segundo o qual interpreta a informação. Posto isto posso dizer que, em última análise, a Isenção não existe. Isto não significa que o jornalista seja tendencioso, mas a sua interpretação dos factos é sua, é a forma como viveu a Verdade, como a sentiu e interpretou. E pode julgar ser isento ao transmiti-la assim mesmo. Acredito como positivo que o jornalista seja não só um mero espectador do debate, mas um participante deste, que facilite a quem o lê/ouve interpretar a informação que transmite conhecendo os seus filtros. E a Verdade surgirá, não da “isenção” jornalística, mas da transparência deste.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/antoniofilipe.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/antoniofilipe.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/antoniofilipe.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/antoniofilipe.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/antoniofilipe.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/antoniofilipe.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/antoniofilipe.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/antoniofilipe.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/antoniofilipe.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/antoniofilipe.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/antoniofilipe.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/antoniofilipe.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/antoniofilipe.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/antoniofilipe.wordpress.com/62/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antoniofilipe.wordpress.com&amp;blog=4916450&amp;post=62&amp;subd=antoniofilipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Líder da JSD acusa PS de &#8220;laxismo&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 01:33:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Alves Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[ensino]]></category>
		<category><![CDATA[JSD]]></category>
		<category><![CDATA[licenciatura Sócrates]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Rodrigues]]></category>
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		<description><![CDATA[Pedro Rodrigues, líder nacional da Juventude Social-Democrata, apontou baterias a José Sócrates e ao governo socialista na passada quinta-feira, 14 de Novembro, num encontro com jovens universitários na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. O líder do órgão partidário acusou o executivo de “promover o laxismo e o facilitismo” no ensino secundário. Usando de ironia, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antoniofilipe.wordpress.com&amp;blog=4916450&amp;post=59&amp;subd=antoniofilipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Pedro Rodrigues, líder nacional da Juventude Social-Democrata, apontou baterias a José Sócrates e ao governo socialista na passada quinta-feira, 14 de Novembro, num encontro com jovens universitários na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.</p>
<p class="MsoNormal">O líder do órgão partidário acusou o executivo de “promover o laxismo e o facilitismo” no ensino secundário. Usando de ironia, afirmou mesmo que José Sócrates “olha para o ensino secundário português com os mesmos níveis de rigor com que acabou a sua licenciatura”. Segundo o responsável partidário, o executivo socialista procura melhorar as estatísticas relativas ao sucesso escolar, em detrimento da capacitação dos estudantes. “Isto é tudo para que os números do insucesso escolar baixem, para o Governo fazer boa figura na OCDE; a malta fica contente porque vai passando de ano e as famílias adoram”, disse.</p>
<p class="MsoNormal">A organização do Ensino Superior também não escapou ao líder da juventude democrata, que defendeu uma reorganização e concentração dos cursos em função das regiões em que se inserem e o abandono da actual multiplicação de universidades e dos mesmos cursos públicos, por vezes na mesma cidade. Pedro Rodrigues exemplificou com o caso de Lisboa, classificando como um “disparate” a existência de três instituições de Ensino Superior do Estado na capital. “Bem sei que é bom para os reitores; há três reitores, seis vice-reitores, há mais professores”, apontou.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/antoniofilipe.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/antoniofilipe.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/antoniofilipe.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/antoniofilipe.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/antoniofilipe.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/antoniofilipe.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/antoniofilipe.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/antoniofilipe.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/antoniofilipe.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/antoniofilipe.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/antoniofilipe.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/antoniofilipe.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/antoniofilipe.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/antoniofilipe.wordpress.com/59/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antoniofilipe.wordpress.com&amp;blog=4916450&amp;post=59&amp;subd=antoniofilipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Vila Real (re)visitada</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Sep 2008 17:19:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Alves Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[centro histórico]]></category>
		<category><![CDATA[reportagem]]></category>
		<category><![CDATA[Vila Real]]></category>

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		<description><![CDATA[Centro histórico, centro de histórias Permanecendo uma cidade de reduzida dimensão, Vila Real foi-se expandindo e perdendo população para a sua periferia nos últimos anos. O centro histórico, marcado por zonas como a Rua Direita, é hoje quase exclusivamente comercial. A Voz do Marão faz nesta reportagem o seu retrato, junto de quem ainda hoje [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antoniofilipe.wordpress.com&amp;blog=4916450&amp;post=37&amp;subd=antoniofilipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1>Centro histórico, centro de histórias</h1>
<h3><strong>Permanecendo uma cidade de reduzida dimensão, Vila Real foi-se expandindo e perdendo população para a sua periferia nos últimos anos. O centro histórico, marcado por zonas como a Rua Direita, é hoje quase exclusivamente comercial. A Voz do Marão faz nesta reportagem o seu retrato, junto de quem ainda hoje ali defende a memória de tempos cada vez mais esquecidos.</strong></h3>
<p><a href="http://antoniofilipe.files.wordpress.com/2008/09/joao-neiva.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-40" title="joao-neiva" src="http://antoniofilipe.files.wordpress.com/2008/09/joao-neiva.jpg?w=498&#038;h=332" alt="" width="498" height="332" /></a></p>
<p>Percorrendo as ruas heterogéneas do centro histórico de Vila Real, perdemo-nos com facilidade por entre a variedade de cor que nos chega das tradicionais lojas de artesanato, de antigas pastelarias e cafés, tabacarias, floristas, barbearias, relojoarias e quiosques. Locais como a Rua dos Combatentes da Grande Guerra (Rua Direita), o Jardim da Carreira, a Rua 31 de Janeiro ou a Avenida Carvalho Araújo são alguns dos locais onde se pode encontrar aquilo que de mais pitoresco e característico há na cidade e que se transformam em local de eleição para um passeio de fim de tarde.</p>
<p><span id="more-37"></span></p>
<h2><strong>Tempos idos</strong></h2>
<p>Saindo do Centro Cultural de Vila Real, onde estão instalados os estúdios da Rádio Voz do Marão, a Universidade Sénior e o Museu Etnográfico, a primeira paragem é na esplanada do Café da Vila, na Rua 31 de Janeiro, que nos permite uma agradável visão do Largo de São Pedro. Segue-se o número 23 da perpendicular Rua Isabel de Carvalho, uma antiga latoaria &#8220;com mais de cem anos&#8221;, nas palavras do proprietário Joaquim Alves dos Santos que, apesar de não poder precisar a antiguidade da mesma, frisou que já ali trabalha &#8220;há 56 anos&#8221;. Na loja, conhecida como &#8220;Casa Arnaldo&#8221;, que herdou o nome de um antigo proprietário, podemos encontrar desde peças artesanais de latoaria ao tradicional barro preto de Vila Real, assim como algumas peças características de outros locais do País, como o Galo de Barcelos. Rui Santos, filho do proprietário e vencedor do primeiro prémio da exposição de latoaria da FIL em 2005, explica que &#8220;as pessoas continuam a vir aqui&#8221;, sobretudo turistas, apesar de se sentir no negócio o efeito da generalização do uso do plástico. A arte dos dois latoeiros é exibida ali mesmo, na pequena oficina dentro da loja, a lembrar, à vista de todos, os tempos em que esta não era somente uma actividade pitoresca de fabrico de «lembranças», mas um trabalho que dava resposta às necessidades do quotidiano.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://antoniofilipe.files.wordpress.com/2008/09/latoeiros.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-39" title="latoeiros" src="http://antoniofilipe.files.wordpress.com/2008/09/latoeiros.jpg?w=300&#038;h=200" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p>Descendo a 31 de Janeiro, encontramos a já conhecida Casa Mota. O proprietário da loja de brinquedos, com a simpatia de quem há trinta e um anos está habituado a lidar com crianças e seus pais, admite sentir o peso da concorrência das grandes superfícies. Ainda assim, há quem continue a preferir o comércio tradicional quando chega o momento de agraciar os mais novos. &#8220;As pessoas continuam a vir aqui, não como queríamos, mas esperamos que ainda venham melhores dias&#8221;.</p>
<p>No Largo da Capela Nova vemos um pouco de tudo, desde sapatarias a relojoarias, barbearias e casas de pronto-a-vestir. Continuando em frente, dobramos uma esquina e entramos na Rua Heitor Correia de Matos aonde, num pequeno tasco pertinentemente intitulado de &#8220;Buraquinho&#8221;, se pode tomar uma refeição económica ou um cálice de vinho. &#8220;Tudo menos café&#8221;, nas palavras do proprietário, Jorge Eira. Também aqui se vão sentindo os efeitos da crise, sendo a casa menos procurada do que antigamente, &#8220;talvez não pela concorrência, mas pela questão monetária&#8221;.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://antoniofilipe.files.wordpress.com/2008/09/joao-neiva2.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-41" title="joao-neiva2" src="http://antoniofilipe.files.wordpress.com/2008/09/joao-neiva2.jpg?w=300&#038;h=200" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p>Recuando um pouco, seguimos pela Rua Serpa Pinto. Ali, mais lojas de pronto-a-vestir, uma tabacaria, cafés e tascos continuam a colorir a zona, à sombra do pelourinho de Vila Real. Na Pastelaria Gomes, que desde 1925 estimula paladares na cidade, é possível tomar um café ou um lanche adocicado pela meia-luz, mobiliário e caracterização típicas do início do século passado. De estômago e alma saciados, podemos seguir pela Avenida Carvalho Araújo, aonde o herói da Primeira Grande Guerra permanece imponente, em frente ao Tribunal de Vila Real.</p>
<h2><strong>Da antiguidade para a modernidade</strong></h2>
<p>Fazendo o percurso inverso regressamos ao Largo da Capela Nova, onde encontramos do lado direito a Perfumaria Mano. Fundada há trinta anos atrás, é a primeira casa de Vila Real a dedicar-se exclusivamente aos odores e à estética, uma aposta arriscada nesse tempo, uma vez que eram poucas as pessoas que podiam adquirir estes pequenos «luxos», vendidos anteriormente em drogarias. Nas últimas décadas o consumo de perfumes democratizou-se e também o cliente-tipo destas casas se alterou. Germânio Mesquita, proprietário da loja, explica que &#8220;mudou muita coisa em termos de negócio&#8221;. A partir dos anos 80 há um aumento do poder de compra e as pessoas já procuram este tipo de produtos, no entanto o cliente, antigamente fiel, &#8220;hoje pode comprar aqui, noutro dia vai ao Porto ou a outro lado&#8221;. Há, todavia, quem escolha o pequeno comércio há já trinta anos e, ainda hoje, clientes que se vão fidelizando. A explicação é, para Germânio Mesquita, simples: &#8220;o cliente gosta de ser tratado e acarinhado como não é noutros locais&#8221;. A perfumaria, à semelhança de outros pequenos comércios do centro histórico, já conheceu melhores dias. Segundo o proprietário o consumo quebrou, &#8220;desde há dez anos atrás, em 95 por cento&#8221;, o que se começou a sentir ainda antes do aparecimento das grandes superfícies. &#8220;O que há é falta de poder de compra&#8221;, diz. As condições do centro histórico não serão também as ideais, faltando, exemplifica o comerciante, &#8220;iluminação adequada ao centro histórico&#8221;, assim como parques de estacionamento. &#8220;Às nove horas [da noite] as luzes estão todas apagadas&#8221;, frisa.</p>
<p>Do lado esquerdo, de volta à Rua 31 de Janeiro, entramos na Barbearia Central, que &#8220;já existe há uns duzentos anos&#8221;. O proprietário da casa, Arlindo Cruz Botelho, explica atarefado que, apesar de se sentir uma quebra na receita nos últimos anos, &#8220;os clientes continuam fiéis à casa&#8221;. Na barbearia respira-se um misto de modernidade e antiguidade, mantendo a traça e o ambiente característicos destas casas de um passado recente. Os preços, apesar de mais «modernos» permanecem convidativos face ao das grandes superfícies, ficando o corte de barba e cabelo por uns «módicos» 7,5 euros.</p>
<h2><strong>Magia do tempo</strong></h2>
<p>Junto à barbearia temos a Relojoaria Salgueiro, que conta com &#8220;uns 130 ou 140&#8243; anos de existência. Filinto Salgueiro, de 89 anos de idade, explica que sucedeu ao seu tio há 61 anos. Este, por sua vez, teria comandado o destino da casa durante mais de cinquenta, após suceder &#8220;a um senhor que tinha falecido, que era o dono da casa&#8221;. Pendurado numa das paredes está, a fazer lembrar tempos idos, um grande relógio de pêndulo que a acompanha desde a sua fundação e lhe confere alguma da sua aura centenária.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://antoniofilipe.files.wordpress.com/2008/09/img_5808.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-42" title="img_5808" src="http://antoniofilipe.files.wordpress.com/2008/09/img_5808.jpg?w=300&#038;h=200" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p>A vida foi em tempos mais fácil para a relojoaria, em que os relógios eram quase todos a corda e era necessário repará-los com alguma frequência. Essa foi uma necessidade que foi gradualmente desaparecendo com a generalização dos relógios a pilhas que, explicou o relojoeiro, &#8220;até são mais precisos&#8221;, uma vez que não estão sujeitos às variações de temperatura. &#8220;Antigamente tinha que se deixar ficar cá o relógio, desmontava-se e limpava-se todo&#8221;, lembrou. Ainda há, todavia, quem os use e os mande reparar na loja, &#8220;mas é muito raro&#8221;, uma vez que os poucos que ainda há à venda são de preço &#8220;proibitivo&#8221; e, mesmo as pessoas mais idosas, preferem hoje os relógios a pilhas, mais simples. A continuação da relojoaria que, apesar das dificuldades, &#8220;vai dando para viver&#8221;, dependerá no futuro da vontade do filho. Um local a eleger, para quem ainda prefere o conselho de quem há mais de meio século se dedica aos oráculos mecânicos do tempo às lojas modernas.</p>
<p>Atravessando o largo encontramos na Rua Direita a Casa António Luís, mercearia com 150 anos, número manifesto logo à entrada. Na casa, que mantém a traça original, é possível encontrar um pouco de tudo, desde cereal e bacalhau a temperos e bebidas. Exposta está uma antiga caixa registadora, coberta de ferrugem, a completar a paisagem da pequena loja tradicional. Sobre a história deste pequeno comércio, o proprietário recusou-se a falar, desgostoso com a crise e o abandono a que tem sido deixado o comércio tradicional. &#8220;Já não vale a pena, já perdemos o comboio&#8221;, lamentou.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://antoniofilipe.files.wordpress.com/2008/09/filipe-alves-pinto3.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-43" title="filipe-alves-pinto3" src="http://antoniofilipe.files.wordpress.com/2008/09/filipe-alves-pinto3.jpg?w=300&#038;h=200" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<h2><strong>Herança de saber</strong></h2>
<p>Um pouco mais à frente, na Livraria Branco, fundada em 1849, Alfredo Branco lembra com saudade os tempos em que esta era um local privilegiado de tertúlia, ponto de encontro dos amantes da leitura. &#8220;Há 40 anos as pessoas entravam aqui e fazia-se um tipo de tertúlia que hoje não se faz&#8221;. Usual era também pedir aconselhamento no momento de adquirir um novo livro, o que obrigava os livreiros a &#8220;estar muito mais dentro do conteúdo dos livros do que hoje&#8221;. &#8220;Hoje as pessoas entram numa livraria e, normalmente, já sabem o que querem&#8221;, confessou.</p>
<p>O proprietário, que já ali se encontra desde 1963, lamenta ainda o decréscimo do movimento na livraria e no centro da cidade, culpando o &#8220;conjunto de situações&#8221;, como a crise, o despovoamento do centro histórico ou a concorrência das grandes superfícies. Aponta o repovoamento deste como o primeiro passo a dar para combater a situação. &#8220;Se as casas estivessem habitáveis, depois vinha o resto&#8221;. A mudança dos hábitos da população também contribuiu para o progressivo abandono da zona histórica. &#8220;Enquanto que antigamente se vinha à noite à Pastelaria Gomes tomar café, hoje em dia as pessoas vão ao café do bairro, tudo mudou&#8221;.</p>
<p>Lembra as comemorações do centésimo quinquagésimo aniversário da casa, a 10 de Junho de 2000, uma vez que em 1999 estava em obras, como um dos seus momentos mais marcantes desde a fundação. Alfredo Branco não se preocupa com a sua sucessão, uma vez que tem já um filho a trabalhar consigo, frisando que esta é, no País, a livraria que há mais tempo se encontra na posse da mesma família, fundada pelo bisavô António Custódio da Silva.</p>
<h2><strong>Revisitar Vila Real</strong></h2>
<p>Ao chegar ao fim da rua passamos pelo Largo de Almeida Garret em direcção ao Largo de São Pedro. Seguimos pela Travessa Cândido dos Reis até chegar ao Jardim da Carreira, aonde, já ao fim da tarde, podemos beber os últimos raios de sol, que ganham cor nos pequenos jardins e se reflectem na água das fontes. Muito mais há para ver no centro de Vila Real e muitas mais histórias para ouvir, mas não seria possível contá-las (e contê-las) numa só reportagem. Fica o desafio, não só para quem nos visita, mas também para os vila-realenses, de (re)visitar, com um novo olhar, Vila Real.</p>
<p><a href="http://antoniofilipe.files.wordpress.com/2008/09/filipe-alves-pinto.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-44" title="filipe-alves-pinto" src="http://antoniofilipe.files.wordpress.com/2008/09/filipe-alves-pinto.jpg?w=498&#038;h=332" alt="" width="498" height="332" /></a></p>
<h5>*Publicado no Boletim Voz Do Marão de Maio</h5>
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		<title>Sete Sóis Sete Luas II</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 00:26:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Alves Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[genocídio]]></category>
		<category><![CDATA[Ruanda]]></category>
		<category><![CDATA[Rusesabagina]]></category>

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		<description><![CDATA[ENTREVISTA A PAUL RUSESABAGINA “Ninguém me veio pedir perdão”   Em entrevista a O PRIMEIRO DE JANEIRO no final do simpósio da Feira, Paul Rusesabagina conta como nunca ninguém lhe pediu perdão pelos familiares mortos no Ruanda. A partir da sua experiência pessoal, explica como África pode ser verdadeiramente livre e qual a responsabilidade do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antoniofilipe.wordpress.com&amp;blog=4916450&amp;post=26&amp;subd=antoniofilipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ENTREVISTA A PAUL RUSESABAGINA</p>
<h1><strong>“Ninguém me veio pedir perdão”</strong></h1>
<p class="MsoNormal"><strong> </strong></p>
<p class="MsoNormal">Em entrevista a O PRIMEIRO DE JANEIRO no final do simpósio da Feira, Paul Rusesabagina conta como nunca ninguém lhe pediu perdão pelos familiares mortos no Ruanda. A partir da sua experiência pessoal, explica como África pode ser verdadeiramente livre e qual a responsabilidade do Ocidente e dos africanos. Explica que &#8220;não se pode marcar golo estando sentado na bancada do estádio&#8221;.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Como vê os acontecimentos de 1994, agora passados treze anos, e como vive com isso?</strong></p>
<p class="MsoNormal">Imediatamente a seguir, em 1994, três meses depois do genocídio, eu estava muito amargurado, muito zangado com toda a gente, e não queria falar sobre isso. Isolei-me e passei a tratar dos meus negócios, mas apercebi-me que, ao manter isto só para mim, estava a frustrar-me a mim próprio, estava a torturar-me a mim próprio. Decidi então parar de me esconder e falar sobre isso, e percebi então que a melhor terapia na vida é falar. Quando falamos, partilhamos o nosso pensamento com os outros. Quando ao invés de partilhar o que pensamos com outros, guardamos tudo só para dentro, aí sofremos. Também percebi que, se queria que alguma coisa mudasse, eu teria de assumir um papel. Se quiser marcar um golo, suponhamos num jogo de futebol, se ficar somente a olhar na bancada nunca vou marcar um golo. Eu decidi então avançar para o campo e passar a jogar, foi assim que me tornei um humanitário.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Isto é uma pergunta ainda mais pessoal… foi capaz de perdoar os assassinos e as mortes do seu cunhado e das pessoas que lhe eram próximas?<span id="more-26"></span><br />
</strong></p>
<p class="MsoNormal">[Morreram] a minha irmã mais velha, o meu irmão mais velho, os meus sogros&#8230; Eu mencionei o meu cunhado [no simpósio] porque estávamos juntos naquela noite [em que foi assassinado o presidente do Ruanda e em que se agravaram os confrontos] juntamente com a sua mulher, mas perdi muitos mais. Em 12 de Julho, conforme guiava para Sul com a minha mulher e a minha família, havia morte por todo o país. Havia corpos ao longo das ruas e continuámos até à minha terra natal. Quando chegámos vimos muitos dos meus primos, as suas mulheres e seus filhos, os meus sobrinhos tinham sido mortos pelo exército tutsi, que tinha tomado o poder. Continuámos para Sul, para ver a minha sogra e acreditávamos que ninguém a pudesse ter morto. Mas, antes de chegar à sua casa, vimos que duas casas tinham sido completamente destruídas. Quando chegámos vimos que ela tinha sido morta juntamente com a sua nora e seis netos, todos atirados para o lugar usado para amadurecer as bananas usadas para fazer os sumos de banana. Nós perdemos muitas pessoas.</p>
<p class="MsoNormal">Como é que posso ultrapassar e perdoar? Ninguém veio ter comigo para pedir perdão. Se alguém vier ter comigo oficialmente para pedir perdão, então considerarei. Mas ninguém se terá arrependido honestamente de ambos os lados [tutsi e hutu]. De ambos os lados há criminosos. Como ninguém veio até mim [para pedir perdão], eu não perdoei ainda, e jamais me irei esquecer.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Alguma coisa mudou desde então na atitude da comunidade internacional para com África? Nós tivemos o Kosovo, a comunidade internacional interveio rapidamente. Agora temos o Darfur e a comunidade internacional não parece estar a fazer um real esforço para resolver o problema. Pensa que isto é um problema de África, ou um problema para com África?</strong></p>
<p class="MsoNormal">Há [responsabilidade] de ambos. Partilhamos responsabilidades. Antes de mais a responsabilidade é nossa como africanos. Temos de ser suficientemente maduros para resolver os nossos próprios problemas. Mas também a comunidade internacional tem completamente ignorado os problemas de África e, para fazer tudo pior – e é só nisto que eu condeno a comunidade internacional –, suporta todas as ditaduras da região. Se todas essas ditaduras não fossem suportadas pelas super-potências ocidentais, não haveria ditaduras em África, portanto a responsabilidade é partilhada. Os que patrocinam aqueles que lutam durante anos, sem nenhuma experiência de liderança e administração, que vêm da selva e simplesmente tomam o poder e matam quem querem, partilham uma grande responsabilidade, porque os suportam.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>É possível que o desenvolvimento económico possa ajudar a apagar os ódios em África? Pode mesmo haver desenvolvimento num país, sem se apagar primeiro o ódio?</strong></p>
<p class="MsoNormal">O desenvolvimento económico é uma das soluções. Mas precisamos de sarar as feridas. Para sarar precisamos de medicamentos, precisamos de medicina, e isto não é necessariamente económico. Precisamos de educar as pessoas, levá-las para a escola. Precisamos de punir aqueles que têm feito coisas estúpidas, erros, mortes – eles precisam de enfrentar a justiça. Precisamos dos Media, de uma Media independente. Precisamos antes de mais de uma liderança que mude e seja uma boa liderança. Todos os países africanos são hoje independentes, mas ainda assim o Ocidente retira os diamantes, retira o petróleo, usa os recursos africanos. Em troca dá-se aquilo que, por vezes, só vai permitir aos africanos que lutem entre si, como armas.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>A África é realmente livre, ou o ocidente ainda é ‘dono’ de África? É possível para a África ser realmente livre?</strong></p>
<p class="MsoNormal">É possível a África ser livre. Mas novamente [não será possível] enquanto os ditadores forem suportados pelas potências ocidentais – e quem gostará mais de ver a África desorganizada do que quem possa ter o seu ouro, diamantes e petróleo sem grandes custos? Eles não podem permitir que a África seja livre. Cabe-nos portanto a nós levantarmo-nos e falar alto sobre isto nos países desenvolvidos. Foi isto que eu comecei a fazer nos Estados Unidos. Já fiz mais de duzentos e cinquenta discursos para educar as pessoas sobre África. As pessoas não conheciam África, tinham na sua mente a imagem de pequenas vilas, de um continente onde se vêem elefantes a andar de um lado para o outro, ou um leão a correr, ou um macaco, não tinham na sua mente a verdadeira imagem de África. Mas hoje as pessoas estão atentas, muitas pessoas escreveram aos seus senadores, muitas pessoas têm escrito petições ao presidente Bush. Nós somos aqueles que, pela primeira vez, começaram a dizer “salvem o Darfur”. Nós fomos ao Darfur para ver com os nossos próprios olhos o que estava a acontecer em África e comparar o Darfur e o que aconteceu em Ruanda. No Congo – e os Media não querem falar no Congo – desde 1996 e até hoje mais de cinco milhões de pessoas foram massacradas e o mundo fechou os olhos e virou as costas. Ninguém fala no Congo.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Acha que as Organizações Não Governamentais têm tido uma atitude correcta em África? Falo por exemplo do caso Arca de Noé…</strong></p>
<p class="MsoNormal">Claro que em tais circunstâncias há pessoas que sempre se aproveitam da situação, mas em geral as ONG têm feito um trabalho honrado. Têm ajudado os estudantes a permanecer na escola, têm ajudado mulheres em necessidade, pessoas com sida e todas as pessoas que têm sofrido com as matanças. Esse é um exemplo [Arca de Noé] daqueles que não têm trabalhado de forma honesta, e sei que há muitos mais, mas não tomo todas as ONG como sendo a Arca de Noé. Quando os governos africanos se vêem com um caso destes, tomam a todos por criminosos, e no entanto há boas pessoas que têm objectivos honráveis.</p>
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		<title>Sete Sóis Sete Luas</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 00:20:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Alves Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O indivíduo e o mundo em debate O VI Simpósio Sete Sóis Sete Luas trouxe, no passado Sábado, a Santa Maria da Feira diversos actores da cena internacional, dos quais o mais célebre seja talvez Paul Rusesabagina, que salvou mais de 1200 pessoas durante o genocídio no Ruanda, retratado no filme Hotel Ruanda. O humanitário [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antoniofilipe.wordpress.com&amp;blog=4916450&amp;post=23&amp;subd=antoniofilipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="Apple-style-span" style="font-size:20px;font-weight:bold;"><strong>O indivíduo e o mundo em debate</strong></span></p>
<p>O VI Simpósio Sete Sóis Sete Luas trouxe, no passado Sábado, a Santa Maria da Feira diversos actores da cena internacional, dos quais o mais célebre seja talvez Paul Rusesabagina, que salvou mais de 1200 pessoas durante o genocídio no Ruanda, retratado no filme Hotel Ruanda.</p>
<p>O humanitário Paul Rusesabagina, célebre por ter salvo mais de 1200 pessoas durante o genocídio de tutsis no Ruanda em 1994, o jornalista e filósofo francês Bernard-Henri Lévi, o escritor, poeta e activista contra o racismo marroquino Tahar Ben Jelloun e o psicanalista e professor catedrático português Carlos Amaral Dias foram os convidados presentes no VI Simpósio Sete Sóis Sete Luas &#8211; IDENTIDADES: diverCIDADE global moderado pelo jornalista Carlos Magno no passado Sábado no auditório da Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira. O tema abordado pelo painel de oradores versou sobre temas como os direitos humanos, a ética, a identidade e o valor do indivíduo nas sociedades.</p>
<h3><strong>Escolha de uma vida</strong></h3>
<p>Em 1990 teve início a guerra entre hutus e tutsis, sendo que os segundos se deslocaram para as colinas ocidentais do país. Paul Rusesabagina mostrou ter bem presente a memória do dia 6 de Abril de 1994, em que o avião presidencial foi abatido. Encontrava-se em plena celebração familiar, com o seu cunhado e respectiva esposa. &#8220;Essa foi a última vez que vi o meu cunhado, pois eles foram massacrados&#8221;, disse. A morte do presidente terá sido o incidente que culminou com a barbárie que, nos três meses seguintes, levou à chacina de aproximadamente oitocentos mil ruandeses, sobretudo de etnia tutsi.</p>
<p>Foi nessa altura que Paul Resesabagina se viu perante a escolha que influenciou toda a sua vida desde então. &#8220;Estava numa situação complicada e decidi pelo melhor&#8221;, confessou. No dia em que os militares lhe bateram à porta, Paul tinha mais de duas dezenas de pessoas, entre familiares, amigos e vizinhos, em casa, que procuraram junto de uma pessoa com alguma influencia local uma protecção relativa. Quando os militares lhe pediram que os acompanhasse este disse que não poderia partir sem a sua família, referindo-se a todas as pessoas que se encontravam com ele. Paul chegou mesmo a ser confrontado com uma ordem para que assassinasse aqueles que com ele se encontravam, e teve que usar de um forte poder de negociação para chegar com vida e com toda a sua família ao Les Milles Colines. &#8220;Pela primeira vez na minha vida tive muito medo. Eu tinha enfrentado o mal e chegado a um consenso&#8221;, confessou. Este &#8220;consenso&#8221; terá passado pela troca das vidas que consigo se encontravam por dinheiro, revelou.<span id="more-23"></span></p>
<h3><strong>Diálogo</strong></h3>
<p>Rusesabagina considerou o diálogo como a solução para os problemas. &#8220;A melhor via é a do diálogo. Foi isso que procurei durante os três meses de genocídio&#8221;, disse. Durante os três meses em que foi perpetrada a matança de centenas de milhar de civis, Rusesabagina teve de gerir, por um lado os pouquíssimos recursos de que dispunha o hotel, considerando as mais de 1200 pessoas que ali haviam procurado refúgio, e por outro lado as &#8220;amizades&#8221; e contactos necessários à protecção do mesmo. Um dos seus grandes feitos terá sido convencer o general Bizimungu, tido como o principal responsável pelo genocídio, a proteger pessoalmente o hotel da milícia hutu Interahamwe, que, já no fim do período de três meses, se preparava para chacinar as pessoas do hotel. Sobre esse período, Paul Rusesabagina diz que &#8220;sabia que ia morrer&#8221; e que, portanto, &#8220;cada dia vivido a mais é um extra&#8221;.</p>
<p>Para promover o diálogo no Ruanda, Rusesabagina criou uma fundação com esse mesmo objectivo, com a ajuda do reverendo norte-americano Jesse Jackson.</p>
<h3><strong>Primazia da comunidade</strong></h3>
<p>Tahar Ben Jelloun expôs ao auditório da Biblioteca de Santa Maria da Feira o ser árabe e o Islão, e de que forma essa forma de estar, em que o indivíduo é completamente absorvido pela comunidade, influencia o desenvolvimento do povo, nomeadamente ao nível da literatura. &#8220;Não há romances porque na nossa sociedade não existe indivíduo, este está envolvido na família, no clã&#8221;, informou, esclarecendo que, por este mesmo facto, a literatura árabe nunca conheceu um franco desenvolvimento. Referiu a exemplo o Mil e Uma Noites, tido como obra maior da literatura árabe, mas que é no fundo um reunir de contos escritos ao longo de séculos e vindos de lugares como a China, a Índia ou a Pérsia.</p>
<p>Quanto ao papel da mulher nos países Islâmicos, afirmou que &#8220;uma criança com cinco anos já sabe, já aprendeu que a mulher é um perigo para a sociedade&#8221;, dados os seus encantos e subtileza com que pode levar a sua vontade avante. Reconheceu que a chegada do Islão no século VII veio por termo a diversas práticas bárbaras cometidas pelos árabes em relação às mulheres tal como enterrá-las vivas, mas que mesmo assim não lhes foi dada a total liberdade. Ben Jelloun referiu que no mundo muçulmano, ter uma ideia discordante à do clã, à do seu povo é uma &#8220;blasfémia&#8221;, é abrir uma fenda na sociedade. &#8220;No mundo muçulmano, dizer-se laico, é abrir uma fenda&#8221;, disse.</p>
<h3><strong>Perigo misturar religião e política</strong></h3>
<p>Ben Jelloun criticou relação, vivida nos países árabes, entre política e religião, considerando-a um obstáculo ao desenvolvimento. Afirmou mesmo que &#8220;enquanto não houver separação entre religião e política o mundo árabe não se vai desenvolver&#8221;. Apontou a volta da Turquia para a religião como um perigo para o país, que pode fazer retroceder uma nação que havia conquistado já o seu estatuto laico. &#8220;Esta forma de misturar religião, filosofia e política vai atrasar o mundo árabe&#8221;, disse. &#8220;Temos de evitar a confusão entre religião e política&#8221;, rematou.</p>
<h3><strong>Identidade</strong></h3>
<p>Bernard-Henri Lévy contrapôs a ideia de Ben Jelloun que afirmou a necessidade de valorização do indivíduo, em contraponto ao valor da sociedade. Afirmou que, &#8220;esse direito à blasfémia no Cristianismo é também uma invenção muito tardia&#8221;. O filósofo mostrou-se contrário à ideia de identidade como conjunto de características bem definidas, considerando que &#8220;nada é menos certo do que a noção de identidade&#8221;, e fez a apologia da identidade como parte integrante de um todo mais superior. &#8220;O comportamento ético é deixar-se invadir pelo conceito do rosto do outro&#8221;, disse.</p>
<p>Lévy considerou mesmo que uma noção exacerbada de identidade pode ser um perigo. &#8220;Na ordem política nada é mais perigoso do que a identidade. Aquilo que classificamos como fascismos estavam virados para a histeria da identidade&#8221;, afirmou. Referiu, a propósito, o genocídio do Ruanda como &#8220;uma vontade de criar uma identidade nacional&#8221;. &#8220;O racismo é a euforia identitária, assim como o fascismo é a histeria da identidade&#8221;, concluiu.</p>
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		<title>A Lei da discórdia</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Sep 2008 17:57:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Alves Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[lei do tabaco]]></category>
		<category><![CDATA[reportagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta pequena primeira reportagem nunca chegou a ser publicada, nem concluída. Tal deveu-se ao cancelamento do projecto para o qual foi projectada, uma revista mensal do Mensageiro Notícias. O tema, na altura pertinente, a lei do tabaco. O trabalho, que nunca cheguei a concluir e ao qual falta uma análise detalhada da lei, conta no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antoniofilipe.wordpress.com&amp;blog=4916450&amp;post=15&amp;subd=antoniofilipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta pequena primeira reportagem nunca chegou a ser publicada, nem concluída. Tal deveu-se ao cancelamento do projecto para o qual foi projectada, uma revista mensal do Mensageiro Notícias. O tema, na altura pertinente, a lei do tabaco. O trabalho, que nunca cheguei a concluir e ao qual falta uma análise detalhada da lei, conta no entanto com uma série de pequenos depoimentos que vão desde o especialista em pneumologia e director da Faculdade de Medicina do Porto, Agostinho Marques, e do jurista Mário Frota, a alguns proprietários de estabelecimentos de Vila Real afectados pela nova lei. A concretizar-se o projecto, esta reportagem ter-se-ia publicado algures em Fevereiro deste ano.</p>
<h2><strong>A Lei da discórdia</strong></h2>
<p>Segundo o Inquérito Nacional de Saúde vinte e oito por cento dos homens e dez por cento das mulheres portuguesas são fumadores. Todos os anos surgem, em Portugal, perto de 3500 novos casos de cancro do pulmão, sendo que mais de metade dos doentes acaba por morrer. As cifras internacionais indicam que noventa por cento destes casos resultam directamente da inalação do fumo do tabaco. Destes noventa por cento, entre dez e vinte e cinco por cento dos casos resultam do chamado &#8220;fumo passivo&#8221;. Em 1 de Janeiro entrou em vigor a Lei n.º 37/2007, que veio regular o consumo e a exposição ao fumo do tabaco em locais públicos. Na sua introdução pode ler-se que a mesma &#8220;aprova normas para a protecção dos cidadãos da exposição involuntária ao fumo do tabaco e medidas de redução da procura relacionadas com a dependência e a cessação do seu consumo&#8221;. Defesa da saúde dos trabalhadores e dos não fumadores, dizem uns, atentado à liberdade individual dos fumadores, dizem outros.</p>
<p><span id="more-15"></span></p>
<p>O Mensageiro Economia procurou, nesta primeira edição, dar voz à opinião <strong>de fumadores e não fumadores</strong>*, proprietários de estabelecimentos como bares e restaurantes, especialistas na área da saúde e da jurisprudência, e colocar alguma luz sobre um tema e uma lei que, apesar de tão discutida, continua a suscitar dúvidas.</p>
<p><strong>&#8220;Atentatório da boa ética é o acto de fumar em lugares fechados&#8221;</strong></p>
<p>Para Agostinho Marques, director da Faculdade de Medicina do Porto (FMUP) e especialista em pneumologia, a lei que, no passado dia 1 de Janeiro entrou em vigor em todo o território nacional, é &#8220;sensata&#8221;. &#8220;Em termos gerais é uma lei adequada, na linha das recomendações da Direcção Geral de Saúde e da União Europeia&#8221;. O especialista considera que a lei é suficientemente clara, apesar da polémica gerada em torno do fumo nos casinos. &#8220;A lei detalha tantos lugares que não chegou o alfabeto [para os enumerar]&#8220;, apontou. O professor considerou ainda positiva a responsabilização &#8220;tanto do infractor como do proprietário do estabelecimento&#8221;, uma vez que, de outra forma, os proprietários se poderiam sentir encorajados a não afixar os dísticos de proibição de fumar, em desrespeito pela norma vigente. Em resposta aos críticos da lei, que afirmam que esta vem perseguir os fumadores e que não respeita a liberdade individual, Agostinho Marques afirma que &#8220;atentatório da boa ética é o acto de fumar em lugares fechados&#8221;. &#8220;Há tanto tempo que isso se fazia, que era tomado como uma coisa normal, e é por isso que a lei é vista como uma violência&#8221;, explica.</p>
<p><strong>Número de fumadores vai diminuir</strong></p>
<p>O director da FMUP prevê ainda que, por analogia a outros países em que a lei foi já aplicada há alguns anos, como a Finlândia, o número de fumadores venha a diminuir e frisa que, &#8220;nesses países, passados alguns anos, diminuiu a mortalidade provocada pelo cancro do tabaco&#8221;. Agostinho Marques lamenta, no entanto o &#8220;clima de tensão contra fumadores&#8221; que se poderá gerar entretanto. &#8220;É preciso respeitar quem fuma nos sítios onde se pode fumar&#8221;, conclui.</p>
<p><strong>Longe dos objectivos da OMS</strong></p>
<p>O jurista e presidente da Associação Portuguesa de Direito do Consumo (APDC), Mário Frota, mostrou-se resoluto quanto à possibilidade de maior clareza da lei. &#8220;No que toca às proibições e às excepções, [a lei] não corresponde aos imperativos da convenção de 21 de Maio de 2003 da Organização Mundial de Saúde, o que significa que está longe dos objectivos da convenção da OMS &#8211; a erradicação das causas evitáveis de mortalidade e morbilidade que com o tabagismo radicam&#8221;, afirmou. Mário Frota lembra, a respeito, que &#8221; há em toda a Europa um milhão de mortes por ano provocadas pelo consumo do tabaco por ano&#8221;, citando dados da OMS. O jurista referiu ainda os &#8220;gastos avultados com a assistência médica e medicamentosa&#8221; que o Estado tem de suportar com o tratamento das vítimas do tabaco, considerando que tal &#8220;não se trata de fundamentalismo, mas de evidência científica&#8221;.</p>
<p>Para o especialista, &#8220;deviam estar claras as excepções que perturbam [a interpretação da lei]&#8220;. Mário Frota reconhece que, se &#8220;os direitos dos fumadores sobrepujavam os dos não fumadores&#8221;, a lei consagra [agora] a inversão do paradigma&#8221;, havendo no entanto excepções que podem fazer prevalecer a norma anterior.</p>
<p>O presidente da APDC é peremptório na crítica às cedências da lei. &#8220;Temos uma situação insustentável. Quando se exigia estanquicidade, separação de compartimentos, os parlamentares portugueses introduziram uma nuance que consagrou ao mesmo tempo a possibilidade de fumar em salas contíguas sem separação. Assim, pode ser afectado trinta a quarenta por cento da área, desde que estanque. Depois cria-se em estabelecimentos de uma dimensão inferior uma excepção bizarra, a de se poder fumar ainda que em áreas contíguas&#8221;, aponta. &#8220;Os requisitos, em áreas contíguas, são de difícil execução, ainda que consagrados na lei&#8221;, lembra ainda. Outra contradição, acusa, é fazer aplicar, para os espaços de menor dimensão, os requisitos da lei sobre a qualidade do ar interior, apenas em 2009.</p>
<p>Outro dos problemas causados pela parca clareza da lei é, segundo Mário Frota, a descoordenação entre entidades como a ASAE e a DGS, cujos representantes no debate Prós e Contras da RTP, dedicado à controversa lei, não estavam devidamente coordenados. &#8220;Assistimos a uma inqualificável descoordenação entre a ASAE e a DGS em pleno Prós e Contras&#8221;, afirmou, considerando a situação um factor de &#8220;desprestígio inominável para as autoridades públicas, que não transmitem critérios firmes&#8221;. A este respeito, o especialista citou os romanos, que diziam &#8220;<em>in claris legis cessat interpretatio</em>&#8220;, ou seja, na &#8220;clareza da lei cessa a interpretação&#8221;. &#8220;Se as leis não forem claras, se não forem leis cujos objectivos levem a que se torne unívoca, longe de serem instrumentos de paz social, são susceptíveis de aclamar as gentes no desrespeito pelas normas&#8221;, defendeu. Mário Frota vai ainda mais longe, classificando a lei como um &#8220;desrespeito do Estado pelo Estado de Direito&#8221;, considerando que &#8220;a lei se tivesse uma formulação mais distinta seria muito mais útil ao povo&#8221;. Na sua óptica, a lei deveria, de forma simplificada &#8220;proibir que se fumasse em espaços públicos fechados ou aos quais o público tivesse acesso&#8221;, sem recorrer a demasiadas excepções.</p>
<p>Àqueles que acusam a lei anti tabágica de atentar contra a liberdade dos fumadores, o jurista mostrou-se inequívoco. &#8220;Há fumadores fundamentalistas. Na medida em que eu com os meus actos posso por em risco a saúde do meu semelhante estou a exceder os limites da minha própria liberdade individual. Essas afirmações são um manifesto de egoísmo, desajustado à nossa sociedade&#8221;</p>
<p><strong>&#8220;Lei poderia dizer que não se fuma em lado nenhum&#8221;</strong></p>
<p>António Moreira, proprietário do Café Concerto, do Teatro de Vila Real, decidiu-se pela proibição do fumo no espaço que explora. Genericamente, está &#8220;de acordo com a lei&#8221;, apesar de &#8220;ter sentido&#8221; no negócio a proibição do fumo uma vez que, diz, a diminuição de clientes ter sido &#8220;na ordem dos quarenta por cento&#8221;. António Moreira avança mesmo que, &#8220;se a quebra no negócio continuar por muito tempo pode-se vir a colocar a opção de dispensar pessoal&#8221;.</p>
<p>Na opinião do empresário, &#8220;a lei poderia ser mais clara e dizer simplesmente que não se pode fumar em lado algum&#8221;. &#8220;A lei não é clara, tem lacunas&#8221;, diz. Não pondera adaptar o café, que é igualmente sala de espectáculos, dada a especificidade do local. &#8220;O Café Concerto vai ser sempre para não fumadores, pois quaisquer alterações iriam sempre descaracterizar a sala&#8221;, explica, reconhecendo no entanto o desconforto gerado aos fumadores pela impossibilidade de fumar na sala. A maior parte dos fumadores está, porém, &#8220;a aceitar bem a nova lei&#8221; e, até à data, &#8220;não surgiram problemas com clientes&#8221;.</p>
<p><strong>&#8220;Primeiro definir bem as coisas, e depois aplicar a lei&#8221;.</strong></p>
<p>Gil Martins Torgo, proprietário de um café em Vila Real concorda na generalidade com a nova lei apesar de esta, numa primeira fase, se revelar prejudicial para o negócio. &#8220;Concordo por mim e pela minha saúde, mas por motivos monetários não. A clientela diminuiu, perdi alguns clientes&#8221;, lamentou, considerando no entanto que &#8220;mesmo um fumador, agora, acaba por se sentir mal num ambiente com fumo&#8221;.</p>
<p>Quanto às dúvidas que têm surgido em torno da lei, nomeadamente ao que se refere às características dos mecanismos de extracção de fumo, não especificados, Gil Martins considerou que &#8220;eles [Governo] primeiro deviam definir bem as coisas, e depois aplicar a lei&#8221;. O proprietário refere que o sistema de extracção de fumo que possui no seu estabelecimento, e que foi instalado já em 2007 a pensar na lei, é, na sua óptica, adequado para permitir o consumo do tabaco no seu interior. Todavia, uma vez que se decidiu pela proibição do fumo no início de Janeiro, vai optar por manter o café livre de fumo, já que, a partir de 2009, com as novas especificidades outorgadas para o sistema de extracção, se poderia ver forçado a proibir uma vez mais o consumo de tabaco. &#8220;As questões como as do sistema de exaustão deviam ter sido estudadas muito antes&#8221;, declara.</p>
<p><strong>Lei insuficiente</strong></p>
<p>Sandra Ribeiro, atleta de alta competição, vive em França e assistiu à adaptação de hábitos provocada pela lei que, semelhante à portuguesa, legisla sobre o consumo de tabaco em locais públicos e fechados naquele país. A desportista de vinte e três anos de idade e atleta há onze anos considera a lei Francesa mais restritiva do que a portuguesa e até &#8220;exagerada&#8221;, uma vez que &#8220;só em cafés especiais para quem fuma ou em lugares privados&#8221; se pode fumar. Apesar do descontentamento dos fumadores, a lei tem sido respeitada, há semelhança do caso português. A lei, ou a aplicação da lei no caso português, é por sua vez vista pela atleta como insuficiente, uma vez que basta aos estabelecimentos respeitar algumas condições como a existência de ventilação considerada adequada, nuns casos, ou uma divisão fisicamente separada da restante área, para fumadores, para que seja permitido o fumo nestes casos. Para Sandra Ribeiro, mesmo com uma boa ventilação não é possível extrair por completo o fumo, sendo os seus efeitos sempre sentidos pelo não fumador. &#8220;Em França simplesmente não se fuma&#8221;, concluiu.</p>
<p>*Não chegou a ser feito, uma vez que foi decidido, ainda antes de terminada a reportagem, o cancelamento da revista.</p>
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		<title>&#8220;A Verdade e a Política&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Sep 2007 19:07:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Alves Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[A CULPA É DO ESTAGIÁRIO]]></category>

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		<description><![CDATA[O quarto ciclo de debates do auto intitulado &#8220;clube de pensadores&#8221; iniciou-se na passada segunda-feira com um debate que pretendeu debater o lugar da verdade na política. Foi mais uma ovação a uma específica e determinada visão de &#8220;verdade&#8221; do que um verdadeiro debate sobre a essência da verdade na política, ou não fosse a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antoniofilipe.wordpress.com&amp;blog=4916450&amp;post=16&amp;subd=antoniofilipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O quarto ciclo de debates do auto intitulado &#8220;clube de pensadores&#8221; iniciou-se na passada segunda-feira com um debate que pretendeu debater o lugar da verdade na política. Foi mais uma ovação a uma específica e determinada visão de &#8220;verdade&#8221; do que um verdadeiro debate sobre a essência da verdade na política, ou não fosse a convidada especial a &#8220;controversa&#8221; Ana Gomes, que não se conseguiu abstrair por nem um minuto da defesa da ideologia e da &#8220;verdade&#8221; socialista, deixando o verdadeiro debate para os restantes oradores e para a assistência.</p>
<p>Entre outras coisas, Ana Gomes criticou (veja-se!) a crescente valorização da eficiência em detrimento da ideologia, e a consequente aproximação ao &#8220;centro&#8221; dos partidos de Poder! Ora, não vivemos nós, e cada vez mais, numa realidade sócio-económica global e hiper-competitiva, em que a eficiência das medidas de um governo é de importância vital? De que nos serve a ideologia se esta não melhorar as nossas condições de vida? E boas condições de vida não se resume a &#8220;ter coisas&#8221;. Boas condições de vida é viver numa sociedade estável que nos permita com segurança olhar o futuro. E isso não se faz com ideologia. Fazer-se-ia se houvessem ideologias, suportadas por partidos aptos a governar, que não defendessem o bem comum. Mas não é isso que acontece. Salvo raras excepções em que é visível a emergência de movimentos extremos, tanto à esquerda como à direita, a ideologia dos partidos tem como fim último a justiça e a melhoria do bem estar comum dos cidadão. Ideologicamente diferem entre si, mas essas diferenças esbatem-se no plano do real, em que é necessário tomar medidas concretas quanto a problemas concretos. E, no plano real, se se preterir a eficiência em favor da ideologia, o País afunda. E afunda quanto mais irrealistas (ou socialistas, não vou discutir semântica) elas forem!  Nem me vou dar ao trabalho de explanar a parte do discurso da senhora deputada que se resumiu a um enaltecer das verdades ideológicas socialistas.</p>
<p>Talvez a intervenção mais oportuna do debate tenha sido a da advogada Maria Manuel, que salientou que a verdade e a mentira o são conforme a óptica por onde queremos olhar, e que a Política não é mais do que, actualmente, &#8220;a ciência do Poder do Estado&#8221;. Salientou ainda que a principal responsabilidade de um político é &#8220;primeiro, quais são os recursos que tem ao seu dispor para satisfazer o maior número possível de necessidades do todo populacional, recursos esses que são escassos, depois, como actuar, quais as prioridades, e depois assumir a opção tomada&#8221;. Conseguem ver a diferença entre quem defende ideologia e quem defende eficácia, realidade, bom-senso, como lhe queiram chamar?</p>
<p class="MsoNormal">Fabulosa foi a intervenção do psiquiatra Carlos Pereira, que disse que “os partidos estão esgotados” e que “a qualidade dos nossos políticos é muito má”. Usando de algum humor, o psiquiatra disse que “isto começa a ser mau demais”, principalmente quando os políticos vão para Lisboa e se tornam “alisbonados, deslumbrados com aquele poder e algum dinheirinho&#8221;. Joaquim Jorge, confesso socialista, não se coibiu de criticar o governo do seu próprio partido, acusando-o de não cumprir com as promessas eleitorais, aproveitando para generalizar, dizendo que em Portugal &#8220;há uma naturalização política da mentira&#8221;. Acusou ainda a classe política portuguesa de parecer &#8220;uma nobreza que vive numa redoma&#8221;, sem noção do que é a vida real. Não poderia estar mais de acordo.</p>
<p class="MsoNormal">Se este post fere algumas sensibilidades socialistas, então que fira! A reflexão e a discussão são desejáveis e saudáveis. Além do facto de que tenho de &#8220;expiar os meus demónios&#8221; em algum lado que não o PJ&#8230;</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
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		<title>Para España!</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Sep 2007 23:46:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Alves Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[A CULPA É DO ESTAGIÁRIO]]></category>

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		<description><![CDATA[Acabei de impulsivamente enviar um pedido de emprego a um &#8220;periodico&#8221; galego. Não sei qual será a abertura de um meio de comunicação galego para receber recém-licenciados portugueses, que não &#8220;hablan&#8221; nem &#8220;Gallego&#8221; nem &#8220;Español&#8221;, mas sim um cómico &#8220;Portunhol&#8221;. De qualquer forma, fica a esperança de, com pouco suor e sacrifício (admiro quem esteja [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antoniofilipe.wordpress.com&amp;blog=4916450&amp;post=76&amp;subd=antoniofilipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabei de impulsivamente enviar um pedido de emprego a um &#8220;periodico&#8221; galego.  Não sei qual será a abertura de um meio de comunicação galego para receber recém-licenciados portugueses, que não &#8220;hablan&#8221; nem &#8220;Gallego&#8221; nem &#8220;Español&#8221;, mas sim um cómico &#8220;Portunhol&#8221;.</p>
<p>De qualquer forma, fica a esperança de, com pouco suor e sacrifício (admiro quem esteja disposto a derramar &#8220;sangue e suor&#8221;, mas sou adepto, sempre que possível, da via mais fácil), tentar a sorte num país que fica já ali ao lado, e em que, espero, as condições de trabalho sejam mais apelativas. Além de, claro, começar já a sentir de novo o bichinho para &#8220;sair daqui&#8221;&#8230; A ver vamos.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/antoniofilipe.wordpress.com/76/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/antoniofilipe.wordpress.com/76/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/antoniofilipe.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/antoniofilipe.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/antoniofilipe.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/antoniofilipe.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/antoniofilipe.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/antoniofilipe.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/antoniofilipe.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/antoniofilipe.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/antoniofilipe.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/antoniofilipe.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/antoniofilipe.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/antoniofilipe.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/antoniofilipe.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/antoniofilipe.wordpress.com/76/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antoniofilipe.wordpress.com&amp;blog=4916450&amp;post=76&amp;subd=antoniofilipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Que se dane!</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Sep 2007 23:27:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Alves Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este meu &#8220;que se dane&#8221; do post anterior não terá sido das minhas &#8220;observações&#8221; mais felizes. Mas &#8220;que se dane&#8221;. Por vezes um simples/simplório &#8220;que se dane&#8221; é o melhor que posso fazer para evitar o uso do vernáculo.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antoniofilipe.wordpress.com&amp;blog=4916450&amp;post=14&amp;subd=antoniofilipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este meu &#8220;que se dane&#8221; do post anterior não terá sido das minhas &#8220;observações&#8221; mais felizes. Mas &#8220;que se dane&#8221;. Por vezes um simples/simplório &#8220;que se dane&#8221; é o melhor que posso fazer para evitar o uso do vernáculo.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/antoniofilipe.wordpress.com/14/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/antoniofilipe.wordpress.com/14/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/antoniofilipe.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/antoniofilipe.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/antoniofilipe.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/antoniofilipe.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/antoniofilipe.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/antoniofilipe.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/antoniofilipe.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/antoniofilipe.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/antoniofilipe.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/antoniofilipe.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/antoniofilipe.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/antoniofilipe.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/antoniofilipe.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/antoniofilipe.wordpress.com/14/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antoniofilipe.wordpress.com&amp;blog=4916450&amp;post=14&amp;subd=antoniofilipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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